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Joinville - Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017 - Santa Catarina


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Caieiras
01/09/2004 - Joinville, localizada no norte de Santa Catarina, ocupa uma área com uma das mais ricas biodiversidades do Brasil e apresenta hoje um quadro preocupante. O melindre determinado pelas suas características geológicas, e sua localização entre a serra e o mar, levam esta cidade a necessitar de cuidados especiais em relação a ocupações imobiliárias e a uma preocupação maior quanto a preservação de sua área verde e seus mangues constantemente ameaçados pelas invasões de moradores sem infra-estrutura necessária. Por outro lado, o próprio aspecto social está comprometido pelo fato de a cidade não contar com parques onde a população possa desenvolver atividades de lazer, ou simplesmente desfrutar de uma qualidade de vida mais valorizada.

Em pesquisa realizada para a ONG Vidaverde por alunos da Univille (Universidade da Região de Joinville), constatou-se que a instalação de parques em Joinville é um desejo de 99% de uma população que, atualmente, vem ultrapassando 500 mil habitantes. Ou seja, a cidade está passando por um momento crucial de seu desenvolvimento, em que ainda é possível proteger espaços que, se destruídos, ameaçarão o micro-clima, provocando aumento de temperatura e a desvalorização do solo urbano, além de outros agravantes.

Principal objetivo da Vidaverde, a criação de parques nesta cidade é uma iniciativa essencial para preservar áreas verdes e evitar a especulação imobiliária e aterros em locais importantes como os berçários da vida marinha e regiões de Mata Atlântica, ameaçando também um dos maiores potenciais de riqueza de ecoturismo da cidade.

Uma das áreas que apresenta forte potencial para a preservação ecológica através da criação de um parque foi identificada na antiga Caieira. A área foi utilizada durante muito tempo para a extração mineral de argila e cal, na fase inicial do processo de construção da cidade de Joinville. As atividades no local se desenvolveram até meados dos anos 50, quando foi definitivamente encerrada.

A extração de cal era feita através do aproveitamento de material calcário proveniente das conchas formadoras dos sítios arqueológicos (sambaquis), daí a origem do nome.

Trata-se de uma área plana localizada na porção leste da cidade, às margens da Lagoa do Saguaçu, adjacente ao Parque Residencial Jardim dos Ipês e Conjunto Habitacional Ademar Garcia. Possui um total de 127,94 hectares que, somada aos 11,30 hectares de áreas de marinha lindeiras, totalizam 138,30 hectares. O local possui um representativo remanescente de Mata de Restinga, uma sub-unidade da Floresta Atlântica. Sob o ponto de vista da acessibilidade, o Parque apresenta excelente condição de integração com a malha urbana através do sistema viário estrutural, bem como com o entorno formado por uma área recentemente urbanizada, ocupada em sua maior parte, por trabalhadores da indústria local, o seu principal público.

Para preservar todo este potencial, foi desenvolvido, por iniciativa da Vidaverde em conjunto com a Fundema, o Projeto do Parque Ambiental Caieiras.



Objetivo do Trabalho

O município de Joinville constitui uma das referências nacionais em termos de base industrial instalada. A cidade assistiu, a partir dos anos 60, a um intenso processo de urbanização. A industrialização, fator determinante da expansão urbana de Joinville, deixou marcas indeléveis na sociedade local.

Em termos de espaços destinados ao lazer, há ênfase às recreativas das fábricas. Essa característica inibiu a reserva e constituição de unidades e espaços de lazer destinados ao público em geral, em especial os parques públicos.

Joinville, até a presente iniciativa, contava com apenas dois parques públicos instalados, ambos situados em morros. Tanto o Parque Zoobotânico quanto o Parque Municipal Morro do Finder, ocupam áreas que, no processo de urbanização, foram consideradas inadequadas para o assentamento residencial. A demanda por novos espaços de lazer e recreação fazem-se sentir na pressão de uso, especialmente do Parque Zoobotânico que recebe cerca de 4.000 pessoas por final de semana.

A região determinada para se estabelecer o Parque Ambiental Caieiras possui relevo praticamente plano, contando com pequenas elevações isoladas, cujas cotas altimétricas variam de 0,50m a 13,40m acima do nível do mar.

A cobertura vegetal predominante é de Mata de Restinga em diversos estágios sucessionais de regeneração, em razão das áreas antrópicas. As áreas de marinha têm sua cobertura dominada pela vegetação de manguezal.

Devido à implantação do Conjunto Habitacional Ademar Garcia e após, do Parque Residencial Jardim dos Ipês, a região passou a sofrer uma maior pressão de ocupação. A área vinha sendo mantida, desde 1977, pela Fiação Joinvilense.

Em continuidade ao programa de implantação das diretrizes do Projeto "Macrozoneamento de Áreas com Potencial de Implantação de Unidades de Conservação do Município de Joinville", foi proposta a instalação do Parque Ambiental Caieiras. Uma iniciativa da Vidaverde Associação Ecológica Joinvilense, em parceria com a Prefeitura Municipal de Joinville, através da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente).

Tendo como principal meta a fundação do Parque Ambiental Caieiras no ano de 2001, tiveram início os projetos a serem executados naquele local para assegurar a proteção de aproximadamente 127 hectares de manguezal e restinga, da forte pressão ocupacional, proporcionando refúgio para a fauna local, concretizando uma área de recreação, lazer e educação ambiental.

O público a ser beneficiado diretamente com o Parque são os moradores dos bairros Ademar Garcia e Fátima, que desfrutarão de uma área verde permanente, valorizando a região e proporcionando melhor qualidade de vida, além de toda a população de Joinville, que terá fácil acesso a uma ampla área para as mais diversas práticas de lazer.

O potencial geobiológico da região atrairá ao local pesquisadores, arqueólogos e estudantes em geral que poderão desenvolver importantes trabalhos no campo científico. Outro aspecto do parque é sua opção como ponto turístico diferenciado, contribuindo assim com um potencial que já é destaque na economia de Joinville.


Resultados Obtidos
Em dezembro do ano 2000 o prefeito Luiz Henrique da Silveira apresenta à comunidade, procuradoria e órgãos ambientais o projeto do Parque Ambiental Caieiras, elaborado por empresa contratada.


O Parque hoje


Com a aquisição do terreno do parque pelo município, através de recursos originários do ajustamento de conduta como medida compensatória da empresa Tupy Fundições Ltda., o Parque Ambiental Caieiras passou a ficar mais próximo de se tornar realidade.

O ajustamento foi resultado de uma ação civil pública em Joinville, necessária para a renovação da licença ambiental da empresa.

O pagamento da multa ambiental no valor de R$ 800 mil tornou viável a execução do plano e a construção do Parque.

Em janeiro de 2001 foi formalizada a compra do terreno, tornando-se a área patrimônio da Prefeitura de Joinville, cabendo a esta a manutenção do Parque.

Por determinação do Juiz Federal, Exmo. Dr. Hildo Nicolau Peron, a Vidaverde passou a atuar como agente fiscalizadora da implantação e no co-gerenciamento do projeto do Parque, representando a sociedade civil de forma gratuita.

Estão sendo realizados no local estudos paleoambiental e arqueológico, projeto de zoneamento, programa de uso público e programa de operações.

No Projeto, aprovado pelo Ibama, Condema e Fatma, ficou determinada a área do Parque em 1,3 milhão de metros quadrados (área útil: 444 mil metros quadrados, já excluídos espaços de preservação permanente), ficando dividido em duas áreas. Na área central, onde a vegetação já foi degradada, o projeto inclui a construção de restaurante com espaço para educação ambiental, um campo de futebol, duas quadras de esportes polivalentes, seis quiosques, um vestiário, dois sanitários junto às áreas com churrasqueiras, um píer com 70m de avanço sobre a Lagoa do Saguaçu, um mirante com 25m de altura, uma passarela sobre a área de mangue e sambaquis, dois playgrounds, estacionamento, um laboratório avançado a ser usado pelo Museu do Sambaqui, local para administração e trilhas.

Em junho de 2001 foi lançada a pedra fundamental do Parque Ambiental Caieiras.

Atualmente o Parque está em fase de licitação.


Perspectivas
Segundo propostas apresentadas, a área deverá ser toda cercada e supervisionada. O Parque enquadra-se na categoria de Parque de Uso Intensivo, no qual vários tipos de equipamentos serão implantados: pista de ciclismo bi-direcional, pista de pedestre conjugada com pista de ciclismo, pista de pedestres, quadras esportivas, canchas de bocha, área de pique-nique com churrasqueiras, área de playground , museu arqueológico do sambaqui da Babitonga no próprio sítio, academia ao ar livre de ginástica. Junto a todos os equipamentos serão colocadas lixeiras para separação de lixo orgânico e reciclável e placas de educação ambiental, identificação de espécies vegetais e sinalização.

A instalação de passarelas sobre o mangue, para educação ambiental, permitirá o acesso seguro e a valorização deste rico ecossistema, evitando a degradação intensiva que atualmente acontece nestas áreas de preservação.

Para a execução desta infra-estrutura a iniciativa privada foi convidada a participar do empreendimento.


Equipe envolvida e qualificações:

Dr. Cláudio Cristani
Procurador da República.

Décio Oliveira Cabral
Eng. Agrônomo, ambientalista, Representante da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente).

Guilherme Voss
Fatma.

Júlio Adelaido Serpa
Presidente da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente).

Sibila Dietzold
Presidente da Vidaverde Associação Ecológica Joinvilense.


Projeto Executivo
A ONG Vidaverde, fundada em 1997 no município de Joinville SC, tem como principal objetivo a criação de parques para esta cidade que, devido a sua localização entre serra e mar, possui uma das mais ricas biodiversidades do país.

Esta riqueza natural vem sofrendo permanentemente com a especulação imobiliária e demais ameaças. Áreas importantes de mangue e Mata Atlântica foram atingidas ao longo de décadas, devido ao desenvolvimento neste que é um dos maiores pólos industriais do Brasil, aumentando a ameaça a espécies de fauna e flora que se refugiam nas áreas verdes ainda existentes. Parques de lazer e educação ambiental são uma necessidade identificada também pela população joinvilense, que cada vez mais sente a importância de iniciativas que melhorem a sua qualidade de vida.

Diante deste cenário a Vidaverde, junto à Fundema, se angajou na criação do Parque Ambiental Caieiras. Uma área plana e de fácil acesso, onde a população pudesse desfrutar de lazer e educação ambiental, passando a conhecer melhor e a valorizar o potencial ecológico desta região.

A mobilização da ONG ao longo desses quatro anos teve respostas positivas por parte da comunidade, que percebeu a importância da iniciativa. Finalmente em 2001, a área foi comprada pela Prefeitura Municipal de Joinville, cabendo a esta a manutenção do Parque e à Vidaverde a fiscalização e co-gerenciamento do projeto já aprovado pelos órgãos competentes.

Atualmente, graças a este trabalho pioneiro em Joinville, a cidade possui uma área preservada de aproximadamente 127 hectares, pronta para pesquisas, educação ambiental e empreendimentos que venham ao encontro dos objetivos do Parque, melhorando significativamente a qualidade de vida da população.






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