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Morro Boa Vista

Preservação e concretização do Parque Morro do Boa Vista
01/09/2004 - A preocupação sobre a ocupação urbana desordenada no município de Joinville, tem gerado, ao longo do tempo, inúmeros questionamentos e leis para disciplinar e coibir o avanço sobre áreas de preservação ou de relevante interesse ambiental.

Neste contexto se enquadra o Morro do Boa Vista, considerado a maior área verde central da cidade, e que tem sido alvo de inúmeros casos de invasões e degradações. O desenvolvimento urbano de Joinville ocorreu em torno do Morro do Boa Vista, estrategicamente localizado no centro da cidade. A ocupação do morro teve início a partir da segunda metade do século XX, em conseqüência do crescimento da cidade.

Com a urbanização do Morro do Boa Vista, a cobertura vegetal foi alterada devido a supressão da vegetação para fins agrícolas, extração de madeira e lenha da floresta, extrativismo de outros produtos, como a caça e o palmito. A medida que a população aumentava, as vertentes do morro eram ocupadas pelo cultivo de alimentos e pastagens.

Considerado como um marco de referência na paisagem joinvilense, o Morro do Boa Vista era, originalmente, coberto pela Floresta Atlântica Ombrófila Densa, capaz de abrigar uma grande variedade de espécies animais, tais como onças, antas, veados e, em especial pássaros, inclusive em rota migratória.

Após sucessivos desflorestamentos, a floresta do Boa Vista apresenta-se, atualmente, em adiantado estado de regeneração, com uma apreciável biodiversidade, típica dos processos dinâmicos de recuperação natural das florestas tropicais, na qual vários grupos de espécies da flora e fauna se sucedem no tempo, em direção ao estágio clímax, de máximo desenvolvimento da floresta. Nas bordas da mata, que apresentam maior grau de degradação, podemos observar uma vegetação constituída de gramíneas, samambaias e outras espécies mais aptas ao ambiente adverso, caracterizando o estágio inicial do processo de regeneração florestal. À meia encosta, nas áreas perturbadas por sucessivos desflorestamentos, apresentam-se um mosaico de estágios médios de regeneração, representados por formações de jacatirão (Tibouchina sp), guapuruvu, erva de anta, bacupari, cedro, canela, cipós e grande variedade de epífitas.

A floresta do Morro do Boa Vista tem grande importância sócio-econômica, ecológica e ambiental para o Município. Entre fatores de sustentabilidade que a floresta agrega ao ambiente urbano, podemos citar: amenização climática, depuração do ar, estabilidade geomorfológica, proteção dos recursos hídricos - estima-se que mais de 5.000 pessoas se abasteçam das inúmeras fontes de água do morro, amenizando o problema do abastecimento público local, que é crítico em épocas de seca , subsídios didáticos e científicos, além de lazer, patrimônio cênico e turístico.

Em função da diferença entre a média das cotas de base e do topo ser maior que 50,0 metros (possui elevações que variam entre 35 e 196 metros), podemos classificar a área do morro em SE5A - Área de Preservação Permanente, que corresponde ao terço superior do morro e SE5B - Zona de Preservação Delimitada entre a cota 40,0 e a cota do terço superior, que passa aproximadamente na cota 76,0. O restante, abaixo da cota 40,0, é classificado como ZR1, que é a Zona Residencial Unifamiliar em Área de Uso e Ocupação restrita.

A Lei Municipal da cota 40,0, que pressupõe a preservação da Mata Atlântica, acima deste limite, infelizmente, não foi suficiente para evitar a ocupação de grandes áreas do morro. A falta de fiscalização, as invasões de áreas e os loteamentos clandestinos já degradaram aproximadamente, 30% dos 800 hectares desta Mata Atlântica, considerada, proporcionalmente, a maior floresta urbana do Brasil. Precárias construções, sobre solo geologicamente instável, são construídas por uma população constituída por famílias numerosas e de baixa renda, o que já tem iniciado um processo de favelização, com a ocupação extra oficial do morro acima da cota 40,0. Os problemas detectados no Morro do Boa Vista, como o desmatamento, falta de saneamento básico, contaminação de nascentes, afetam diretamente a cidade, e isto, implica em custos sociais.

Não bastassem as constantes agressões ao morro, este patrimônio vital de mais de 300 espécies vegetais, responsável pela manutenção de um padrão de vida humano na cidade, esteve ameaçado pelo Projeto de Lei Complementar n.º 15/99, elaborado pelo IPPUJ - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville, que visou a reurbanização ambiental do morro, loteando-se áreas, em grandes propriedades, que seriam articuladas ao sistema viário, através de vias de 12 metros de largura. Ou seja, a Lei da cota 40 seria derrubada, permitindo o ataque indiscriminado a esta área verde da cidade e uma corrida imobiliária desenfreada.

A Floresta Atlântica é protegida pela Constituição e, sendo o Brasil signatário da Agenda 21, os princípios da Carta da Terra (1993) prevêem a conservação dos recursos naturais. No caso de Joinville foi estipulado que devem ser ocupadas áreas já degradadas e ociosas, ao contrário do projeto apresentado para o morro. A preservação e a recomposição de florestas urbanas constitui método eficaz e econômico de elevar a qualidade ambiental das cidades, especialmente em climas tropicais.

Além de toda a questão ambiental apontada, observa-se que a maior cidade do estado de Santa Catarina e o terceiro maior pólo industrial da região sul, não possui parques. Assim, ganha Joinville com a preservação deste último reduto de Mata Atlântica na área urbana, o cartão postal da cidade, e com a transformação da floresta em Parque, disponibilizando à comunidade uma área ecologicamente correta.


Objetivo do Trabalho
O evento "Boa Vista – Joinville Abraça Este Morro", foi idealizado pelo Colégio Estadual Presidente Médici, que, em 1999, recebeu o Prêmio Embraco de Ecologia com o projeto: "Escola e Comunidade: Parceiros na Preservação Ambiental". A escola convidou a ONG VIDAVERDE - Associação Ecológica Joinvilense, para coordenar a organização do evento, já que entre os objetivos da ONG está a criação do Parque da Floresta do Morro do Boa Vista, e há mais de um ano a VIDAVERDE vinha realizando estudos e ações para institucionalizar, integralizar e operacionalizar o futuro parque. Já em 1999, a ONG iniciou várias atitudes de proteção à floresta, tais como: trabalhos de conscientização ambiental para os moradores do morro, reuniões periódicas com autoridades e com as Secretarias da Habitação, Infra-estrutura, Agricultura e Meio Ambiente, IPPUJ, Fundema - Fundação Municipal do Meio Ambiente e com a Procuradoria da República do Município, visando impedir novas invasões e desflorestamentos, ações contra fontes poluítivas, caçadores e coletores de plantas. Também foram organizados passeios de grupos pelas trilhas da floresta. Em junho de 2000, foi realizada a primeira semeadura aérea de espécie nativa do morro, o palmiteiro (Euterpe edulis), repetida em 2001. Cerca de 100 mil sementes foram lançadas na mata, dando início ao processo de reconstituição da floresta.

A partir do convite, a VIDAVERDE tratou de convocar os diversos setores da sociedade para fortalecer o movimento em prol da preservação do Morro do Boa Vista, essencial à qualidade de vida dos joinvilenses e a criação do Parque Ecológico, através do evento: "Boa Vista – Joinville Abraça Este Morro". Seriam necessários pelo menos 12 mil pessoas para realizar o abraço, uma vez que o perímetro do morro é de 12 Km e com os braços abertos, cada pessoa poderia atingir uma distância linear de 1 metro. Para mobilizar este número de pessoas, a VIDAVERDE solicitou o apoio de diversos órgãos e escolas da cidade, direta ou indiretamente envolvidos com o meio ambiente e conclamou os meios de comunicação para, além de apoiar e divulgar o evento, discutir os problemas ambientais de Joinville, contribuindo com o trabalho de educação ambiental da comunidade. Assim, em 21 de setembro de 2000, toda a comunidade esteve convocada para unir forças e mãos e dar um Abraço no Morro do Boa Vista.

"Boa Vista – Joinville Abraça este Morro" foi um ato simbólico, com os seguintes objetivos principais:

- Preservar os 800 hectares de Mata Atlântica do morro, último reduto desta mata na cidade;

- Chamar a atenção das autoridades públicas para a ocupação irregular do morro, que sofre uma devastação crescente, calculada em 30% da área degradada;

- Transformar o morro do Boa Vista em Área de Preservação Permanente e em Parque Ecológico, com trilhas e locais específicos para aulas de educação ambiental e ecologia, e área de lazer para a população, aspecto em que Joinville é bastante deficiente;

- Derrubar o Projeto de Lei n° 15/99, que tramitava na Câmara de Vereadores e que permitia o loteamento do morro;

- Comprovar a preocupação da sociedade com o meio ambiente;

- Sensibilizar as autoridades para que façam os melhores esforços em relação a preservação deste último reduto de Mata Atlântica urbana em Joinville, evitando a continuidade de invasões, loteamentos clandestinos, desmatamentos e leis que permitam a destruição deste cartão postal e Pulmão Verde da cidade.


"Boa Vista – Joinville Abraça Este Morro", prevê a preservação da natureza e da qualidade de vida da cidade, para a presente e futuras gerações.


Resultados Obtidos
A manifestação "Boa Vista – Joinville Abraça Este Morro", reuniu mais de 15 mil pessoas, superando todas as expectativas. Escolas, associações de moradores, entidades ambientalistas, autoridades e população em geral, distribuídos em 12 pontos de concentração, abriram os braços para fechar um perímetro de 12 km em torno do pulmão verde de Joinville. Este número mostrou o quanto a sociedade está consciente da preservação do meio ambiente, em especial do Morro do Boa Vista, e o quanto deseja que o morro seja transformado em parque ecológico.

Durante a manifestação, no principal ponto de concentração, a presidente da VIDAVERDE, Sibylla Schneider Dietzold, entregou ao prefeito em exercício, Arinor Vogelsanger, um dossiê contendo 7 mil assinaturas, pedindo empenho do poder público municipal na preservação do morro, e a criação do Parque Ecológico. Em resposta o prefeito em exercício afirmou que estará ao lado da comunidade joinvilense, adotando todas as medidas possíveis pela preservação do morro e para a criação do parque. Este apoio da comunidade e do poder público , faz com que a VIDAVERDE se empenhe, cada dia mais, no projeto de criação do Parque Ecológico do Morro do Boa Vista.

1) Em 20 de outubro foi descerrado o marco, simbolizando o evento "Boa Vista – Joinville Abraça Este Morro", que dá início ao trabalho de criação do parque ecológico. O mirante, no coração do morro, foi o local estrategicamente escolhido pois recebe a visita da comunidade e de turistas.

2) Em novembro, a VIDAVERDE reuniu-se com as Secretarias da Agricultura e Meio Ambiente, da Habitação, da Infra-estrutura, com a Fundema e Procuradoria do Município, para discutir as providências legais, administrativas, políticas e sociais para a desocupação do morro:


Providências Legais/Administrativas:

- Notificação aos ocupantes irregulares.
- Cadastramento dos ocupantes (quantos e quem são).
- Fiscalização para contenção de novas invasões, barreiras eficientes.
- Destino dos ocupantes.

Providências Políticas:

- Lobby para transformação do Morro em parque/área de preservação.
- Lobby para arquivamento do projeto de loteamento.
- Recursos do BID, a fundo perdido, para habitação (conforme Jornal A Notícia de 20.05.00, com declarações do Vice-prefeito atual).
- Resposta em respeito aos cidadãos que querem a preservação e que estiveram no abraço e se pronunciaram no abaixo assinado.

Providências Sociais:

- Alternativa habitacional para os ocupantes irregulares do morro.
- Destino dos ocupantes do morro.
- Saneamento e abastecimento de água potável dos ocupantes irregulares (educação e orientação eficiente de soluções domésticas para as questões de saúde, pelo poder público, enquanto não há solução definitiva para a desocupação).

3) Em 24 de março de 2001, o prefeito em exercício, Marcos Tebaldi, anuncia a criação de um Parque de Lazer no Morro do Boa Vista e em 05 de abril assina a ordem de serviço para estudos que viabilizem transformar o Morro do Boa Vista em Parque. Nesta oportunidade, a VIDAVERDE se pronuncia junto ao prefeito, parabenizando-o pela iniciativa e evidenciando os itens fundamentais, já discutidos com as Secretarias do Município, para alcançar o objetivo de transformar o Morro do Boa Vista em parque, bem como, de evitar novas agressões e ocupações irregulares.

4) Também, em 05 de abril, o executivo pede a retirada da Câmara de Vereadores, do Projeto de Lei Complementar n° 15/99, que "institui o Plano Urbanístico Ambiental de Ocupação dos morros do Iririú e Boa Vista", ou seja, que institui o loteamento do morro e a destruição da nossa Mata Atlântica.

5) Em junho de 2001, a VIDAVERDE, com o apoio da Polícia Militar, realizou nova semeadura aérea de espécies nativas do morro.

6) No primeiro semestre de 2001, a VIDAVERDE confeccionou 40 placas, que foram colocadas em pontos estratégicos do morro, com os seguintes dizeres: "ÁREA DE PRESERVAÇÃO" – Não permita que seja ocupada: Denuncie. Polícia Ambiental: 4395477 , Fundema: 431-3420.

A VIDAVERDE, através de seus membros voluntários, fiscaliza atualmente o morro, evitando novas ocupações irregulares. Possui arquivo de fotos de todas as ruas do Morro do Boa Vista, acima da cota 40, e seus membros visitam o local periodicamente.

O estudo de viabilidade do "Parque Morro do Boa Vista" deverá estar concluído até o final de 2001, sob a fiscalização da ONG VIDAVERDE.


Perspectivas
As perspectivas em tela, incluem uma maior fiscalização da área destinada ao Parque Ecológico do Morro do Boa Vista, visando o controle de invasões e de atos que degradem a fauna e flora. Neste aspecto, a VIDAVERDE, além de mobilizar seus membros neste trabalho, também mantém conversações com a Administração Pública (Prefeitura e Polícia Ambiental), no sentido de direcionar equipes para a vigilância do local. A perspectiva de maior proteção da área do parque, também é reforçada pelos trabalhos de conscientização ambiental, desenvolvidos pela VIDAVERDE junto aos moradores lindeiros à área do parque e em escolas da região.

Em relação à perspectiva de integralização territorial do parque, a VIDAVERDE desenvolve gestões junto à pessoas, empresas, Prefeitura e Ministério Público, com o objetivo de criar mecanismos que permitam a integralização do parque, através da agregação das diversas propriedades situadas na área. Neste sentido, as perspectivas são positivas, uma vez que diversos proprietários manifestam o desejo de doar áreas de sua propriedade para o parque, empresas demonstram disposição de comprar, doar ou adotar áreas para o parque, e o Ministério Público manifesta concordância em direcionar verbas oriundas de termos de ajustamento de conduta ou multas por infrações ambientais para a desapropriação de áreas destinadas ao parque.

A VIDAVERDE trabalha com a perspectiva de utilizar os instrumentos criados pela Lei Nº 10.257, de 10 de Julho de 2001 (Estatuto das Cidades), a vigorar a partir de 10 de Outubro de 2001 – entre os quais figuram a outorga onerosa do direito de construir (solo criado), as operações urbanas consorciadas e a transferência do direito de construir -, no sentido de possibilitar a integralização da área do Parque Ecológico do Morro do Boa Vista sem o dispêndio de recursos públicos.

Prevê-se a conclusão do projeto do Parque Ecológico do Morro do Boa Vista para o mês de dezembro de 2001. Atualmente, o projeto do parque está sendo desenvolvido por empresa contratada pela Prefeitura Municipal de Joinville. A VIDAVERDE vem colaborando e acompanhado atentamente o delineamento do projeto, de modo a garantir a sua correta adequação sócio-econômico, ecológico e ambiental às aspirações da comunidade. Para tanto, a VIDAVERDE realiza abordagens específicas e arrecada sugestões, sendo as soluções propostas, submetidas a debates junto à comunidade. As conclusões emanadas deste processo, por sua vez, subvencionam a confecção do projeto por parte da empresa contratada.

Através da participação popular na elaboração do projeto, a perspectiva da VIDAVERDE é de que o Parque Ecológico do Morro do Boa Vista apresente um elevado grau de empatia com a comunidade, cumprindo função de aliar o desenvolvimento à preservação do meio ambiente, no contexto de construção de uma cidade mais sustentável.


Equipe envolvida e qualificações:

Sibylla Schneider Dietzold
Presidente da VIDAVERDE – Associação Ecológica Joinvilense.

Nelson Luiz Wendel
Eng. Agrônomo, Esp. em Desenvolvimento Urbano e Ambiental, Mestre em Engenharia Ambiental - Membro Voluntário da VIDAVERDE – Associação Ecológica Joinvilense.

Orlando Oliveira
Publicitário – Membro Voluntário da VIDAVERDE – Associação Ecológica Joinvilense.

Dr. Cláudio Cristani
Procurador da República.

Décio Oliveira Cabral
Eng. Agrônomo, ambientalista, Representante da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente).

Guilherme Voss
Fatma.

Júlio Adelaido Serpa
Presidente da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente).


Projeto Executivo
Cidade de Joinville, norte do estado de Santa Catarina, região de abrangência das atividades da ONG VIDAVERDE – Associação Ecológica Joinvilense, tem como biotipo nativo a Floresta Ombrófila Densa Atlântica. O desenvolvimento do Município ocorreu baseado na exploração dos recursos naturais deste rico ecossistema. Criaram-se assim, historicamente, relações de dependência entre o processo de desenvolvimento e a produtividade do ecossistema nativo. Estas relações, atualmente, manifestam-se através de elementos ambientais tais como a depuração do ar, estabilidade geomorfológica, amenização climática, manutenção da biodiversidade, manutenção de recursos hídricos, elementos paisagísticos, de laser e culturais proporcionados pela presença de cobertura florestal, entre outros. Porém, o crescimento da urbes num contexto no qual ainda prevalece o modelo de desenvolvimento arcaico, portanto insustentável, acarreta a degradação das florestas provocando, em conseqüência, a redução dos níveis de sustentabilidade urbana.

A partir da constatação de que áreas verdes podem exercer apreciável importância ambiental na dinâmica sócio-econômica da ecologia urbana, estando inseridas no contexto de construção de um desenvolvimento regional sustentável, a VIDAVERDE – Associação Ecológica Joinvilense, objetiva a criação de parques em Joinville. Neste sentido, o programa da VIDAVERDE teve início através da identificação de áreas verdes prioritárias carentes em termos de preservação. O morro do Boa Vista caracterizou-se como sendo de elevada importância estratégica em relação à manutenção de contribuições ecossistêmicas capazes de garantir vantagens ambientais para o processo de desenvolvimento urbano.

Neste contexto, a ONG VIDAVERDE, através do evento "Boa Vista – Joinville Abraça Este Morro", objetiva a transformação da principal área florestada da cidade – o Morro do Boa Vista – em um parque destinado a aliar a preservação do meio ambiente, à disponibilização de laser ecoturístico, cultural e educativo para a população.

O projeto da VIDAVERDE tem fulcro em três aspectos fundamentais: conscientização da população, motivação dos administradores públicos, e viabilização técnico-financeira do parque.

O processo de conscientização da população teve início através da divulgação da importância da floresta do Morro do Boa Vista em reuniões de entidades, escolas e meios de comunicação (rádio, TV, jornais), e o clímax deste processo ocorreu com o evento: "Boa Vista – Joinville Abraça Este Morro", do qual participaram mais de 15 mil pessoas, com ênfase, alunos das escolas públicas municipais e estaduais, e escolas particulares.

A motivação dos administradores públicos ocorre através da demonstração inequívoca da vontade popular em transformar o morro em parque, sendo que neste atuar político tornou-se necessária, inclusive, a derrubada de um projeto de lei que previa o loteamento do morro. Por fim, o próprio poder executivo municipal, frente ao clamor da sociedade, aliou-se à luta da VIDAVERDE, estando atualmente desenvolvendo o plano básico do parque.

Em relação à viabilização técnico-financeira do parque, a VIDAVERDE busca desenvolver fórmulas alternativas que permitam a integralização da área física do parque e sua implantação, inclusive através do repasse de verbas oriundas de Termos de Ajustes de Conduta do Ministério Público, para a desapropriação de áreas no morro, ou que prevêem a permuta de áreas do morro por áreas desafetadas, ou pela aplicação da lei do solo criado, além de outras metodologias. Pretende-se, ainda, explorar as possibilidades que se apresentam com o advento da Lei Nº 10.257 de 10/7/2001 (Estatuto das Cidades), de maneira a não competir com recursos destinados a outros programas públicos (saúde, educação, segurança, etc.).

Ainda com vistas à viabilização do Parque Ecológico do Morro do Boa Vista, a VIDAVERDE promove atividades de semeadura de espécies nativas no morro, com a utilização de helicóptero cedido pela Polícia Militar, vigilância sobre eventuais invasões, loteamentos clandestinos ou desflorestamentos, colocação de placas indicando áreas de preservação permanente, e acima de tudo, reforça o trabalho de conscientização ambiental junto aos moradores lindeiros à área do parque e em escolas da região.






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