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Voluntários dão mais vida ao rio do Braço

Comunidade plantou mudas de árvores às margens do manancial
07/06/2005 - A manhã ensolarada de domingo contribuiu com a atividade dos voluntários da Organização Não-governamental (ONG) VidaVerde, do Rotary e da comunidade da Igreja Evangélica de Confissão Luterana da Estrada da Ilha, que participaram do plantio de mudas para a recuperação da mata ciliar nas margens do rio do Braço.
Acompanhado de estudantes de engenharia ambiental da Universidade da Região de Joinville (Univille), o grupo de cem pessoas plantou cerca de 500 mudas de árvores, entre exóticas (frutíferas) e nativas, numa área de 2 mil metros quadrados. O rio do Braço é o responsável pelo abastecimento da propriedade de 52 famílias - sendo 38 na Estrada da Ilha -, beneficia cerca de 30 mil pessoas, cinco grandes empresas e 13 de pequeno porte.
O projeto iniciou há cinco anos e tem como objetivo recuperar o manancial que nasce e morre no distrito de Pirabeiraba. Atualmente, 80% do rio está morto em virtude do assoreamento, desvios e aterros. "Esse é um momento de celebração, pois é preciso que a comunidade ceda a área para que possamos fazer o plantio, como o que ocorreu aqui, com a igreja", explicou a ambientalista Nilza Schroeder Gramkow. Para o líder da comunidade, Nelson Schulz, os moradores têm interesse em continuar com o projeto e desejam o fim do plantio de pinus e das hidrelétricas. "Eu fui um dos que no passado pegou machado e derrubou árvore para abrir a roça. Hoje sei que é possível fazer diferente", declarou.
Para o vice-prefeito e presidente da Fundação Cultural de Joinville (FCJ), Rodrigo Bornholdt, o Brasil acordou tarde para os assuntos relacionados ao meio ambiente, mas, dentro de uma visão holística, é possível propor alternativas viáveis. No entanto, é preciso a participação e compromisso, tanto da comunidade como do poder público. "Em conjunto, podemos encontrar respostas, uma vez que não podemos prejudicar a geração atual em benefício da futura, nem o contrário", disse.
Estudantes da Univille organizaram gincanas e atividades educativas para os alunos da rede de ensino da região, mas frustraram-se ao chegar no local e saber que a participação das escolas havia sido cancelada na sexta-feira à tarde. Apesar disso, os jovens realizaram brincadeiras com cerca de 20 crianças. Em todas as práticas, o foco era o meio ambiente.