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Joinville - Terça-feira, 18 de Junho de 2019 - Santa Catarina


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Parque da Caieira é realidade

15/09/2004 - Finalmente Joinville se abre para uma de suas mais belas paisagens. O primeiro parque totalmente plano está aberto à visitação. A inauguração aconteceu em março, com a presença de autoridades, órgãos ambientais, ONGs, Escolas e um público ansioso para desfrutar do belo cenário. A área localiza-se em local privilegiado. Os visitantes podem vislumbrar toda a Baía da Babitonga, com as montanhas da Serra do Mar formando um contorno único, especialmente quando retocadas pelo pôr-do-sol. A vista se torna ainda mais atraente do alto dos 18 metros do mirante, construído junto a outras obras que facilitam o acesso, a observação e o estudo das riquezas naturais do parque.

Na foto, Presidente da VidaVerde, Sibylla S. Dietzold, discursa em favor da criação de novas áreas de preservação.

Este deve ser o primeiro de muitos parques ambientais. Em discurso realizado no dia da inauguração, o prefeito de Joinville, Marco Antônio Tebaldi, anunciou a possibilidade do financiamento de 12 milhões de dólares para a criação de outros parques em Joinville. Uma ótima notícia, uma vez que há urgência em assegurar a qualidade de vida e preservação de áreas verdes em toda a região.

O Parque da Caieira abriga preciosos ecossistemas de manguezais e restingas. Possui também rico acervo arqueológico de sambaquis. Em vários locais é possível observar o trabalho dos arqueólogos que procuram informações sobre os indígenas que ali viveram. Foram as conchas dos sambaquis que deram nome ao parque. Caieira significa lugar de produção de cal. Até a década de 50 as conchas, ricas em cálcio, encontradas no local eram transformadas em cal, pela queima em fornos de cerâmica. Atualmente estes fornos foram totalmente restaurados formando o Museu do Cal, uma das atrações do parque.

O local está aberto ao público de quarta a domingo, das 8 às 18 horas. As visitas são monitoradas para assegurar a proteção das espécies animais e vegetais, algumas, inclusive, endêmicas. A área possibilita aulas práticas que podem abordar desde fatos históricos, com provas bem tangíveis como as oficinas líticas encontradas à beira da lagoa, até estudos de espécimes em seu habitat no rico ecossistema dos manguezais. Os estudos ganham o reforço de uma sala equipada na Casa de Apoio Pedagógico

Principal atração é a observação das espécies locais

Uma das principais atrações do parque é a contemplação da natureza. É possível observar milhares de aves, entre elas, garças, bandos de gaivotas, biguás em mergulhos vertiginosos no mar à caça de peixes. Também é possível observar o movimento das marés, principalmente nas ?marés de lua?, quando os refluxos do mar fazem aflorar extensas áreas da Lagoa do Saguaçú.

Preservação é prioridade

Pela sua importância eco-arqueológica, a implantação do parque vem sendo realizada com a observância de rígidos critérios, visando preservar tudo que ali existe. As obras foram projetadas, e continuamente avaliadas, visando o mínimo impacto ambiental. As construções foram feitas sobre paletes, de maneira a permitir o posterior "salvamento" arqueológico das áreas ocupadas. Até mesmo as tubulações de água e esgoto são aéreas, evitando escavações para a instalação, o que poderia comprometer o patrimônio arqueológico local.

Autor: Vidaverde
Fonte: Vidaverde