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O rio e o morro
31/01/2006 - A cidade nasceu em torno do morro e do rio. Era como se estes dois acontecimentos da natureza fossem seus olhos. Ao morro, nomearam Boa Vista; ao rio, Cachoeira. A cidade cresceu, cresceu, e sem saber ou querer saber, matou um de seus olhos, o rio. Ele sempre foi mais frágil, delicado, nascia mínimo, vinha alargando-se, tímido, até despejar-se nas águas da Babitonga. A cidade nunca o limpou. Mais: sempre jogou suas sujeiras dentro dele sem nenhuma vergonha.

Hoje, a cidade anda tropeçando, com seu olho morto exposto. Finge alguns curativos, inventa promessas e espera um milagre de ver seu rio, rio novamente. Sobrou o outro olho: o morro. Mais resistente, agüentou melhor o peso da cidade crescida. Ela ainda o enfeitou com um mirante. Lá de cima, todos podiam ver sua pujança. A cidade é vaidosa, gosta de ser nomeada a melhor em
muitas coisas. Sua vaidade é do tamanho de seu esquecimento. O mirante virou um cancro de ferrugem no alto do morro, devidamente cercado por antenas de televisão e celular. O que era para ser um lugar de beleza, tornou-se um lugar de descaso.

Da base para o alto do morro, a cidade foi fazendo pequenas fissuras clandestinas, ruas foram criadas, casas construídas, num desrespeito às leis que a própria cidade criou para proteger seu olho. Estas fissuras também foram uma agressão de alvenaria, asfalto e madeira ao silêncio do morro.
Por ser muito forte, ele agüenta estes cortes no seu corpo, ainda diz: "Não é nada, a cidade irá me cicatrizar". O morro é inocente, acredita demasiado na cidade, perdoou todas as invasões, assim como vai perdoar as próximas. É a sua natureza de gigante gentil.

Os legisladores da cidade resolveram legalizar os agressores do morro. Tudo sem comunicar ninguém, sem um estudo completo e concreto sobre o impacto ambiental. Nada. Dizem que é simples, que vão solucionar o problema, e o morro não correrá nenhum risco. Ficará apenas com cicatrizes leves, que irá conferir a ele até um certo charme de morro sofrido e misterioso. A grande dúvida é o histórico da cidade. Além de vaidosa e esquecida, ela gosta de ser permissiva: já destruiu um de seus olhos. Já deixou que construíssem inadequadamente no outro. Quem garante que novas construções não abrirão brechas na lei? A paisagem vista lá do morro é a mais bonita da cidade. Os endinheirados gostam de olhar de cima. A cidade gosta dos endinheirados.

Pessoas de bom senso estão falando, impondo questionamentos, defendendo o morro de futuros ataques. Mas a cidade é um conjunto bem maior do que individualidades e enquanto este conjunto não se manifestar, não ver que pode fazer com o morro o mesmo que fez com o rio, continuará crescendo e destruindo seus recursos naturais. É um risco que a cidade não pode correr, sob pena de ficar cega para sempre.

Autor: Rubens da Cunha





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