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Projeto do Parque do Boa Vista prevê preservação ambiental associada a lazer

Ameaçado por um projeto de loteamento que comprometeria a vida de inúmeras espécies de fauna e flora, algumas até endêmicas, o Morro do Boa Vista está cada vez mais perto de tornar-se um importante espaço para o lazer e educação ambiental. Em entrevista à VidaVerde Osni Piske, engenheiro da empresa OAP, responsável pelo estudo de viabilidade do parque, prevê a entrega do projeto básico já para o início do segundo semestre.

09/08/2004 - Edição número 02
Março/Julho 2002

VidaVerde - O Abraço ao Morro do Boa Vista, aderido por mais de 15 mil pessoas em pleno dia útil, há cerca de um ano e meio, demonstrou uma vontade bastante clara da população em preservar esta área. Qual a importância deste parque para Joinville e quais os principais benefícios que os joinvilenses terão com este espaço?
Piske - A importância do parque para Joinville
é inegável. Ele atende a toda a população.
O próprio abraço ao Morro do Boa Vista foi um novo despertar. Envolveu não apenas uma pequena parte da comunidade, mas toda a comunidade. Joinville não tem área nenhuma de parques. O Parque do Boa Vista é um privilégio para a cidade. Fica no centro e é mais ou menos equidistante de todos os bairros, além de ser uma área ainda bem preservada. Se você for a outra cidade, não vai encontrar uma área verde de 3 milhões de metros quadrados.
É claro, a área tem algumas agressões, principalmente na parte leste, algumas vilazinhas e povoamentos que precisam ser relocados. Mas no total pode-se realizar um belo projeto. Foi iniciado um movimento que não pode e nem deve parar, sob pena de não ter mais volta. Já houve um projeto na câmara de parcelamento do morro. É o momento, agora, de o Boa Vista ser o parque da cidade.
VidaVerde - O Morro do Boa Vista é a principal área florestada da cidade, considerada, proporcionalmente, a maior floresta urbana do Brasil. Como a implantação do parque vai garantir a preservação desta riqueza?
Piske - O projeto leva em conta a preocupação com a preservação de espécies. Serão introduzidas fauna e flora da região valorizando as nossas espécies; haverá aproveitamento de trilhas já existentes. Num mesmo projeto podem-se agregar várias coisas. Será trabalhado preservação e lazer para a população. Nas partes já são degradadas podem ser implantadas opções como um parque aquático, no Boa Vista. Onde era para ser o ginásio de esportes existe uma área para se fazer apresentações ao ar livre com o intuito de recuperar, inclusive, este local que já foi agredido. Existem áreas de preservação permanente, com inclinações de 25 graus.

VidaVerde - Qual a área total do parque
e quais serão as opções de lazer à disposição da população?
Piske - Em torno de três milhões de metros quadrados.

O projeto inclui parque de esportes radicais, teleférico partindo próximo à AJAO; até a torre das antenas e descendo onde será o parque aquático. O teleférico poderá ser até um meio de transporte alternativo. Além disso estão previstos ampliação do parque zoobotânico, uma vila colonial, restaurantes, lanchonetes, anfiteatro, quadras de esporte, aquário e a implantação da sede de Órgãos Públicos ligados ao meio ambiente, dentro da área do parque.

VidaVerde - Em que fase está o estudo de viabilidade do parque?
Piske - A partir do segundo semestre o projeto estará bem definido. Na sua concepção básica está concluído, mas isso é uma coisa muito dinâmica. O projeto engloba vários outros, que por sua vez terão os seus projetos executivos. Por exemplo um aquário; só ele vai envolver um bom tempo de pesquisa. Outro exemplo é o da Vila Colonial que se pretende fazer; aí existem várias ações como a própria relocação do pessoal que está lá sem infra-estrutura nenhuma. Na próxima semana vamos receber a concepção da parte física dos termos de educação ambiental, dos portais de entrada, dos equipamentos que vão ser implantados.

VidaVerde - E você tem idéia de quando
o projeto será apresentado à sociedade?
Piske - O projeto pode ser apresentado à sociedade gradativamente. No início do segundo semestre o prefeito já quer começar a executar algumas coisas.

VidaVerde - Você falou em Vila Colonial.
O que engloba este projeto?
Piske - O objetivo é apresentar as tradições da nossa cidade no parque, constrindo casas exaimel com aquele ranchão atrás. Algumas casas originais poderão ser relocadas se houver condições. Será remontado o cenário das antigas rodas d’água, das ferrarias, utensílios da época, alambiques de cachaça, etc. e fazer isso tudo funcionar.

VidaVerde - O projeto inclui a ampliação do Zoobotânico. Como esta ampliação será feita?
Piske - A idéia é uma nova concepção, mais moderna. Implantar novos recintos e reformar os já existentes, relocando-os em um novo circuito. O projeto prevê a construção de hospital veterinário, área de quarentena, laboratórios, inclusão de serpentário, borboletário, herbário e viveirão. O objetivo é estudar as espécies que estão ameaçadas de extinção, procurar reintroduzir espécies, realizar convênios com universidades,entre outros.

VidaVerde - Em pesquisa realizada por alunos da Univille para a VidaVerde, constatou-se que 99% da população de Joinville quer parques. Além do Parque do Boa Vista e do Parque Caieiras existem mais projetos de novos parques?
Piske - Vai ser criado um grande parque do mangue. A prefeitura vai criar esse parque já em maio como medida compensatória para viabilizar a avenida beira-mangue. Todos estes parques inclusive o Caieiras poderiam ser interligados pelas monovias. Os turistas poderiam passar o dia passeando e conhecendo essa riqueza. Para se ter uma idéia do potencial, atualmente circulam no zoobotânico 15 mil pessoas por mês e nem estacionamento tem.

VidaVerde - Como você vê a posição do Marco Antônio Tebaldi, agora como prefeito, com relação a este projeto do Morro do Boa Vista?
Piske - Um dos objetivos dele é a implantação do parque dentro de aproximadamente dois anos e meio. Ele está interessadíssimo neste projeto. Tanto é que contratou os estudos, está acompanhando e cobrando. O prefeito Tebaldi está voltado à preservação do meio ambiente.

Data da entrevista: 04/04/02.