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Joinville - Terça-feira, 18 de Junho de 2019 - Santa Catarina


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Parque é primeira grande conquista

Espaço para pesquisa, lazer e cultura em uma das regiões mais privilegiadas pela riqueza de sua biodiversidade.

01/02/2002 - Edição especial de lançamento

O Parque Ambiental Caieiras é uma realidade desde junho último, quando sua pedra fundamental foi lançada. Resultado de um intenso trabalho daONG VidaVerde em parceria com a Fundema, o Parque guarda um rico patrimônio em termos ambientais e históricos.
Se prestarmos atenção nas antigas construções de Joinville, talvez possamos identificar aqui e ali fragmentos da antiga caieira encrustados entre os caixilhos da arquitetura enxaimel. A área, que deu nome e sede ao parque, foi por muito tempo utilizada para a extração mineral na fase inicial do processo de construção da cidade. A extração de cal era feita através do aproveitamento de material calcário proveniente das conchas formadoras dos sítios arqueológicos (sambaquis). O local ainda abriga os fornos desativados desta atividade que se estendeu até meados dos anos 50. Hoje estes fornos são parte dos atrativos do parque, quem sabe um ícone para lembrar a todos os visitantes que as ações exploratórias definitivamente não são sustentáveis.

reúne todas as condições para oferecer ótimas opções de lazer associadas à educação ambiental. No projeto, já aprovado pelos órgãos competentes, está prevista a construção de quiosques, playground, um mirante de 25 metros, além de sanitários, estacionamentos e pórtico, trilhas, posto de administração e do Museu do Sambaqui. Sua posição privilegiada, frente à Lagoa do Saguaçú, permite a construção de um píer e a prática de esportes aquáticos, um diferencial que sem dúvida será muito bem-vindo pela população joinvilense que até então só contava com o Parque Municipal Morro do Finder e o Parque Zoobotânico, ambos em morros. Mas o potencial do parque não se restringe ao lazer.
A área possui um representativo remanescente de mata de restinga em diversos estágios de regeneração e vegetação de manguezal. Os sítios arqueológicos que fomentavam a antiga fábrica de cal são hoje fonte fundamental de pesquisa para arqueólogos, antropólogos e estudantes em geral que poderão desenvolver importantes trabalhos e projetos que transmitam informações capazes de mudar posturas e condutas futuras.
Para tornar possível o acesso ao sambaqui e mangue está prevista a construção de passarelas. Dessa forma, toda a população poderá conhecer de perto a extrema importância deste rico berçário e entender os motivos pelos quais devemos preservá-lo. A instalação de placas de educação ambiental e lixeiras para a coleta seletiva lembrará ao visitante sua responsabilidade diante deste patrimônio natural e histórico. A preservação, aliás, é um dos principais quesitos para qualquer iniciativa dentro desta área riquíssima em biodiversidade, e que vem melhorar a qualidade de vida da população. E a VidaVerde, como agente fiscalizadora na construção do parque por determinação do Juíz Federal Dr. Hildo Nicolau Peron, que guarda os recursos para a viabilização da 1ª etapa do parque, repassados pelo Ministério Público Federal, através do Procurador da República, Dr. Claudio Cristani, com o apoio do diretor da Fatma, Sr. guilherme Voss, recursos oriundos de um ajuste de conduta, não poupará esforços para que este bem público seja efetivado da melhor forma e dentro do menor prazo possível. Engajados neste processo, também estão o Museu do Sambaqui e o Ibama. Temos uma das mais ricas biodiversidades do país e, sem dúvida, o Parque Ambiental Caieiras vem contribuir para a preservação desta área que servirá de refúgio não apenas para pessoas que buscam um contato com a natureza, mas para centenas de espécies da nossa fauna e flora. Enquanto o Parque não abre ao público, as visitas ao local são permitidas apenas mediante autorização da Secretaria do Meio Ambiente. O acesso atualmente está mais restrito a equipes de estudos paleoambientais e arqueológicos, que vêm sendo desenvolvidos pelo Museu do Sambaqui.


Autor: Sintonia Comunicação
Fonte: Vidaverde